Esta terapia tem por base a teoria de que existem «pontos reflexos» nas mãos e nos pés, pontes esses que correspondem a órgãos, funções e zonas do corpo. Os reflexologistas afirmam que, ao fazer-se pressão nesses pontos, se estimula o fluxo de energia através do corpo, melhora a função nervosa e a circulação, liberta a tensão e estimula o funcionamento correcto dos órgãos do corpo.

Ao massajarem as denominadas “áreas reflexas” existentes nos pés, os reflexologistas tratam doenças em partes do corpo que dizem estar relacionadas com essas áreas. O que acontece exactamente quando as áreas reflexas são massajadas ainda não se compreendeu muito bem nem pode ser cientificamente explicado. Contudo, crê-se que a doença ocorre quando os “canais de energia” do organismo se encontram bloqueados, afectando esta ou aquela área. A massagem destina-se a desimpedir esses bloqueios, o que permite que a energia volte a fluir livremente e deste modo se cure o problema do doente.

Para os reflexologistas, os pés são um “espelho”
do organismo, cuja parte esquerda é representada
pelo pé esquerdo, e a parte direita, pelo
pé homolateral. Diferentes partes da planta
do pé estão de algum modo relacionadas com
órgãos como a bexiga, rins e pulmões; o dedo
grande, por exemplo, está relacionado com
a cabeça e o cérebro, e o dedo pequeno com
os seios nasais. Como sustentam que a massagem
por si só instiga o corpo a curar-se a si
próprio, os reflexologistas não empregam
medicamentos nem instrumentos.
Embora não pretendida ser uma cura “para
todas os males”, a reflexologia tem sido
utilizada para tratar numerosas queixas comuns,
tais como dores nas costas, distúrbios da
digestão, enxaqueca, problemas da menstruação,
problemas dos seios perinasais e stress.
Também ajuda a reduzir níveis de ansiedade,
e ainda doenças mais graves, como doenças
do coração, esclerose múltipla e acidentes
vasculares cerebrais.
Os reflexologistas afirmam, além disso que
conseguem, por vezes, detectar uma doença
iminente ou potencial e em seguida administrar
tratamento preventivo, se for caso disso,
ou aconselhar o paciente a consultar um especialista.
Recebendo tratamento todos os meses ou de
dois em dois meses, é possível preservar
a saúde e ainda detectar sinais precoces
de uma doença.